Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.
Meus irmãos e minhas irmãs,
Hoje, as leituras nos convidam a uma profunda reflexão sobre a nossa capacidade de ver, ouvir e, acima de tudo, perdoar. No livro do profeta Ezequiel, Deus lamenta a rebeldia de Israel, dizendo: “têm olhos para ver, mas não veem, e ouvidos para ouvir, mas não ouvem”. É uma imagem poderosa de corações endurecidos, incapazes de reconhecer a verdade e a ação de Deus em suas vidas.
E no Evangelho, Jesus nos apresenta uma parábola que nos confronta diretamente com a nossa própria rebeldia interior: a parábola do servo impiedoso. Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar seu irmão, “até sete vezes?”. E a resposta de Jesus é clara: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta e sete vezes”. O rei perdoa uma dívida imensa a um servo, movido pela compaixão. Mas esse mesmo servo, que experimentou uma misericórdia tão grande, recusa-se a perdoar uma dívida insignificante a um companheiro. Que contraste, não é mesmo? O coração do servo estava endurecido, incapaz de estender a mesma compaixão que havia recebido.
Completam-se hoje oito semanas desde que o nosso amado Benjamin Vo partiu para a casa do Pai. Oito semanas em que a ausência física de Ben ainda ecoa em nossos corações, e a saudade é uma presença constante.
Ao olharmos para a vida de Benjamin, não vemos um coração endurecido, mas sim um coração que sabia perdoar e amar. Ben, apesar da sua mente brilhante, era um menino de alma doce e empática. Lembrem-se da sua generosidade… de quando, aos 15 anos, ele estava disposto a dar todo o seu cofrinho para ajudar o seu tio William, que estava sofrendo. Essa é a verdadeira essência do perdão e da compaixão que Jesus nos pede: um coração que se doa, que não guarda rancor, que estende a mão sem medir a dívida.
Benjamin viveu com um coração aberto, sem as amarras da rebeldia ou da falta de perdão. Ele nos ensina, com seu exemplo, que a verdadeira riqueza não está no que acumulamos, mas no amor que damos e recebemos. Ele está agora na presença de Deus, onde a misericórdia é plena e o perdão é eterno.
Para o Alan e a Thao, e para o querido Ryan… saibam que o amor de vocês por Benjamin foi um reflexo do amor de Deus. Não há culpa, não há dívida a ser paga. Deus os abraça com a mesma compaixão que o rei da parábola teve pelo seu servo. Permitam-se receber esse perdão e essa paz que só Ele pode dar.
Aos tios, tias, familiares e a todos os que nos acompanham de longe — em especial a cada criança que sofre e a cada família que carrega uma cruz pesada… sintam-se acolhidos por essa misericórdia divina. Que a lembrança do sorriso gentil de Benjamin e do seu coração generoso ilumine o vosso caminho e vos inspire a perdoar e a amar sem limites, como Jesus nos ensinou. Que o Senhor os console e lhes dê a esperança que supera toda a dor. Amém.
For the intentions entrusted to Ben on our prayer wall:
Movidos pela fé e inspirados pelo divino ensinamento, ousamos dizer:
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Que o Senhor nos abençoe, nos guarde de todo o mal e nos conduza à vida eterna. Amém.
✝ May almighty God bless you: the Father, and the Son, and the Holy Spirit. Amen.